Publicado por: respeito21 | 22/01/2012

Relato do Terceiro Ato de Combate à Intolerância Religiosa

No dia 22 de janeiro, diversas manifestações religiosas que compõem o Comitê Inter-religioso do Estado do Pará realizaram o Terceiro Ato de Combate à Intolerância Religiosa na Praça da República.

O Ato foi realizado no Anfiteatro da Praça como um ato de protesto e desobediência civil, pois a Semma (Secretária Municipal de Meio Ambiente) não autorizou o uso o espaço do Anfiteatro para o evento do Comitê Inter-religioso este ano.
O Ato começou com grande círculo fraterno de energia, onde todos se deram as mãos em prol de um mundo sem intolerância religiosa. Em seguida, os representantes das entidades religiosas falaram sobre a importância da data, de trabalharmos juntos por um mundo mais justo, sem discriminações e preconceitos de cunho religioso.
Na sequência, tivemos o Cortejo Inter-religioso que saiu do Anfiteatro e percorreu um trecho da praça (pelo lado da Pte. Vargas), no meio da Feira de Artesanato chamando a atenção das pessoas que passeavam nela.
A única parada foi em frente ao Teatro Waldemar Henrique, onde realizada a benção do Cortejo pela Mametu Nangetu e pelo Zé Caeté.  
O Cortejo Inter-religioso seguiu seu percurso pela praça e entrou na rua da Paz e fazendo seu encerramento na frente do Teatro da Paz, onde alguns representantes religiosos disseram algumas palavras de reflexão, de união, de respeito e fraternidade.
Ao final foi feito um grande círculo de abraço e respeito invocando a energia da palavra AXÉ para todos os participantes do Cortejo Inter-religioso. Desta forma o Comitê Inter-religioso do Estado do Pará celebrou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

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Publicado por: respeito21 | 13/01/2012

Ato de Combate à Intolerância Religiosa 22/01/12 às 9h

No mês dos 396 anos de aniversário da cidade de Belém, o Comitê Inter-Religioso do Estado do Pará promoverá o terceiro Ato de Combate à Intolerância religiosa.  Este evento na cidade marcará o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (*).
A ação faz parte do calendário nacional de lutas e será realizada no dia 22 de janeiro (domingo), de 9h às 11:30h, no Anfiteatro da Praça da República que contará com a presença dos mais diversos segmentos étnicos e religiosos.  

A programação para o dia 22 de janeiro tem início com:
- Uma concentração ao lado da Rua da Paz com a Assis de Vasconcelos, em seguida cortejo público no entorno da praça com panfletagem, música, etc.,
- Cortejo: “Ato de Combate à Intolerância Religiosa” com chegada ao Anfiteatro
- Reverência ao Centro Sagrado com símbolos das diversas religiões.
- Abertura oficial – representante da Coordenação do Comitê Inter-religioso
- Poemas, Falas e canções com representantes das diversas religiões.
A afirmação de unidade religiosa será materializada ao termino do evento com a canção pela Paz e todos estão convidados a viver ato e somar ao final um grande abraço fraterno o compromisso e fortalecimento do Comitê Inter-religioso frente à intolerância religiosa e injustiças sociais.

(*) O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi instituído pela Lei Federal 11.065/07 para lembrar a data de morte da iyalorixá (sacerdotisa do candomblé) Gilda do Ogun, em 2000. Mãe Gilda foi acometida por um enfarto fulminante ao ver sua foto estampada na capa da Folha Universal com o título de “Macumbeiros charlatões enganam fiéis”. A IURD foi condenada em última instância a indenizar os herdeiros da sacerdotisa.

Publicado por: respeito21 | 26/12/2011

SAUDAÇÕES AO NOVO ANO QUE CHEGA!

Publicado por: respeito21 | 24/11/2011

NOTA PÚBLICA

Nota Pública do Comitê Interreligioso do Pará Chacina em Icoaraci-Belém/PA

A sociedade paraense iniciou a semana de luto! Dia 20 de novembro o Brasil fez memória do povo negro, historicamente discriminado e exterminado. No dia seguinte, chegou a notícia sobre o extermínio de 6 adolescentes, a maioria negros, executados barbaramente, supostamente por policiais ou ex-policias militares, integrantes de grupos de extermínio. Choramos. As Divindades choram e gritam por justiça! No dia 6 de novembro, o Comitê Interreligioso realizou uma celebração na Praça Batista Campos para dizer NÃO, BASTA, CHEGA de Matar-Executar-Exterminar a Juventude Negra! Fizemos a memória de adolescentes e jovens mortes, em momentos de muita comoção. E o extermínio continua articulado e planejado de forma cruel, desumana frente aos olhos do Judiciário, do Estado do Pará! Perguntamos ao Governador Simão Jatene: “Quais as políticas públicas para os adolescentes e jovens em nosso estado? Quanto está sendo investido para proteger a juventude da escalada do extermínio? Quais são os programas de atendimento às vítimas de violência?” Não podemos aceitar a vergonhosa explicação de “acertos de contas, dívidas de tráfico”! Sabemos que há grupos de extermínio, crimes de encomenda e todos ocorrendo nas periferias de nossa metrópole. Temos direito a políticas públicas de prevenção à violência e ao crime. O Plano Nacional de Direitos Humanos – PNDH 3, em seu Objetivo Estratégico V, estabelece a Redução da violência motivada por diferenças de gênero, raça ou etnia, idade, orientação sexual e situação de vulnerabilidade. A Diretriz 14 deste Objetivo enfatiza o Combate à Violência institucional, com ênfase na erradicação da tortura, redução da letalidade policial e carcerária”. É Urgente que seja apresentada à sociedade paraense um Plano de Redução de Homicídios contra a Juventude Negra. É urgente que seja dada uma resposta imediata sobre a elucidação de mais uma Chacina. Não esquecemos Santa Isabel. Não esquecemos o Guamá. Cada criatura é sagrada. Não importa quem seja. A vida é um direito. Aguardamos resposta do Governo do Estado do Pará.

Comitê Interreligioso do Pará

Coordenação Colegiada do Comitê:

Cibele Kuss- Igreja Luterana; Roseli Sousa – Sacerdotisa Wicca; Ir. Téa Frigério – CEBI; Ílziris Miranda – Hare Krisna; Yandra Gallupo – Santo Daime

  Belém, 23 de Novembro de 2011.

Publicado por: respeito21 | 07/11/2011

Celebrando…

Publicado por: respeito21 | 07/11/2011

Celebração Contra o Extermínio da Juventude

O Comitê Interreligioso do Pará, formado por afro-religiosos, daimistas, wiccas, hare-krishnas, cristãos, esotéricos, espíritas, ciganos, atuante contra a intolerância religiosa e na promoção da cultura da paz com justiça social, estará promovendo, no dia 06 de novembro, na Praça Batista Campos, às 08h30, uma Celebração Interreligiosa, com participação da juventude organizada e de entidades parceiras, um momento celebrativo em memória aos adolescentes e jovens, em sua maioria negros, assassinados no Pará e no Brasil. Será um momento de denúncia e de fortalecimento de nossa organização e mobilização contra as violências. Também vamos renovar nossa esperança! Participarão do evento mães que tiveram filhos adolescentes e jovens assassinados. Haverá um cortejo em quatro pontos da Praça Batista Campos e um momento de memória das histórias de vida dos jovens assassinados.

Dia 06.11.11, às 09h, no Coreto Central da Praça Batista Campos

Apoio:

Rede Ecumênica da Juventude, Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs, UNIPOP-Universidade Popular

Programação:

Cortejo em 4 pontos da Praça, Celebração, Memória de jovens mortos, Depoimento de uma mãe, Grupo de Teatro da Unipop, Grupo de Cultura Regional Iaçá da Paróquia Luterana, Hip Hop.

Uma informação alarmante sobre a violência no Brasil refere-se à queda nos homicídios que vitimam brancos e um aumento de vítimas negras. Segundo o Mapa da Violência de 2011, o número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 14.650, o que representa uma significativa diferença negativa, da ordem de 22,3%; já entre os negros, o número de vítimas de homicídio aumentou de 26.915 para 32.349, o que equivale a um crescimento de 20,2%. Este mesmo estudo calcula o índice de vitimização negra, que significa qual é a probabilidade (maior, igual ou menor) de vitimização de negros em homicídios no Brasil. Este índice está em amplo crescimento: 2002, morreram proporcionalmente 45% mais negros que brancos em casos de homicídio; 2005, este índice pulou para 80,7% e,  finalmente, em 2008, a taxa subiu para impressionantes 111,2%. Estes dados são fruto de um aumento vertiginoso da taxa geral de homicídios em estados com forte presença de população negra. Os estados em que mais se matam negros no Brasil são, pela ordem, Pernambuco, Alagoas, Espírito Santo, Distrito Federal e Rio de Janeiro.

Dados da Ouvidoria do Sistema de Segurança Pública do Estado do Pará revelam que, de janeiro de 2008 a setembro de 2011,  52 adolescentes foram mortos pela polícia e que, no mesmo período, foram mortos 72 jovens, com idades entre 18 a 24 anos, também pela polícia do estado do Pará. Muitos inquéritos qualificam a morte como auto de resistência seguido de morte ou simplesmente resistência e não como homicídio, transformando a vítima em autor de um delito, direcionando ideologicamente estes inquéritos para arquivamento, situação ideal para a impunidade e o fortalecimento de milícias formadas por polícias e o de policiais despreparados, truculentos e violadores de direitos humanos, infelizmente ainda presentes dentro das instituições das polícias, conspirando contra o bom trabalho de profissionais de segurança pública comprometidos com a afirmação universal dos direitos humanos.

Participe deste momento de denúncia e fortalecimento da esperança!

Publicado por: respeito21 | 23/10/2011

PRODUÇÕES

Publicado por: respeito21 | 23/10/2011

Oficina de Papel e Sementes – Inscreva-se e Participe!

Publicado por: respeito21 | 21/10/2011

CASTELO FORTE

Publicado por: respeito21 | 25/09/2011

INTOLERÂNCIA

SENHORAS EVANGÉLICAS BATERAM NA CABEÇA DE UMA CRIANÇA DURANTE A FESTA DO DIVINO.

Lindomar Saraiva, pai da criança agredida durante festa do divino por membros de outra igreja

Os representantes de entidades que integram o Movimento Negro e Afro-religioso Maranhense se reuniram durante a semana para discutir a denúncia de agressão contra uma criança de apenas 3 anos de idade que participava das celebrações da Festa do Divino no último dia 17, no Anjo da Guarda. O caso foi registrado no16º DP da Vila Embratel pelos familiares da vítima e está sendo acompanhado pelo Fórum Estadual de Religiões de Matriz Africana do Maranhão (Ferma).

O coordenador de política institucional do Ferma, Neto de Azile, conta que os membros do terreiro “Kwebe-se to Vodun Bade Só”, na 2ª Travessa do Bom Jesus, no Anjo da Guarda, realizaram um cortejo para buscar o mastro da Festa do Divino na Rua Costa Rica. Ao passar em frente a um culto evangélico duas senhoras começaram a distribuir panfletos que não foram aceitos. Uma delas teria começado a proferir ofensas como “isso é coisa do demônio” e em determinado momento, bateu na cabeça de uma criança de 3 anos, jogando-a para trás.

Na reunião, as entidades participantes decidiram que o ato representa uma agressão física, psicológica e moral ferindo o direito constitucional do livre exercício da religião. Foi decidido que será aberta uma ação por perda e danos morais pela violência contra a criança e uma ação civil pública devido ao cerceamento da opção religiosa do grupo. Além das organizações ligadas ao movimento negro como a Ferma, Coletivo de Entidades Negras (CEN) e Rede de Religiões Afro, também estiveram presentes representantes da Secretaria Estadual Extraordinária da Igualdade Racial, Secretaria dos Direitos Humanos e Cidadania do Estado do Maranhão (Sedihc) e Fórum Intergovernamental de Igualdade Racial. Devido à complexidade do caso, a Sedihc sugeriu uma reunião com a assessoria jurídica da pasta para tratar da questão, o encontro deve ser realizado até a próxima semana.

O coordenador de política institucional do Ferma afirma que a criança não foi ferida gravemente, mas que o ato a traumatizou. A garota ficou triste e chegou a desistir de vestir a roupa, relatando que “a moça bateu na coroa, agora eu não quero mais”. As possíveis agressoras ainda não foram identificadas, mas Neto de Azile explicou que o caso foi repassado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DPCA) e ao 16º DP para que o líder da congregação onde as duas mulheres estavam possa identificá-las.

Neto de Azile considerou a ação das mulheres como um ato de fanatismo que desrespeita o preceito religioso e caracterizou o ato como um retorno à Idade Média. “Somos um estado laico e temos liberdade religiosa assegurada em lei, não podemos deixar isso passar batido. Não bastasse a desqualificação que sofremos, ainda demonizam o nosso culto”, comentou. O representante da Ferma destacou que há três anos as entidades negras realizam passeatas pela liberdade religiosa e que no último ano, houve um compromisso do Ministério Público em salvaguardar o livre exercício religioso.

Fonte: http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2011/09/24/interna_urbano,94365/senhoras-evangelicas-bateram-na-cabeca-de-uma-crianca-durante-a-festa-do-divino.shtml

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